Bem de família não perde proteção contra penhora só porque tem alto valor de mercado.

A Terceira Turma do STJ decidiu, no AREsp 2.791.033/PR, por unanimidade, que a proteção do bem de família não se afasta em razão do alto valor de mercado do imóvel. As exceções à impenhorabilidade do art. 3º da Lei 8.009/1990 são taxativas e comportam interpretação restritiva, não cabendo ao Judiciário criar hipótese nova a partir do valor, do padrão ou de outras características do bem.

No caso, o credor buscava a penhora de residência dos devedores em condomínio de alto padrão. O TJPR havia autorizado a constrição sob o argumento de que o elevado valor permitiria a venda com reserva de parte do produto para nova moradia. O STJ afastou a solução por falta de previsão legal e restabeleceu a impenhorabilidade reconhecida em primeiro grau.

Segundo o relator, a Lei 8.009/1990 não fixa limite de valor nem distingue localização ou padrão, de modo que critério subjetivo apoiado em luxo ou suntuosidade geraria insegurança jurídica e usurparia função legislativa. O entendimento importa a credores e devedores em execuções que envolvam imóveis residenciais de maior valor.

VOCÊ TAMBÉM PODE SE INTERESSAR POR ESTAS PUBLICAÇÕES

INPI indefere o registro de CAZÉ TV e escancara que marca se constrói antes do pedido.

O INPI indeferiu o pedido de registro da marca CAZÉ TV por colidência com marcas registradas de terceiros. Meses antes, o próprio instituto havia...

Novas Regras para o Trabalho em Feriados: Como o Comércio deve se Preparar para Evitar Passivos

Entra em vigor, em 1º de março de 2026, a Portaria nº 3.665/2023, que estabelece novas regras para o trabalho em feriados no setor...

STJ analisará tributação aplicável às clínicas odontológicas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) afetou ao rito dos recursos repetitivos o julgamento que definirá se os serviços odontológicos prestados por clínicas podem...