Até onde uma marca pode usar referências à Copa do Mundo?

Em tempos de Copa do Mundo de 2026, empresas de diversos setores já começaram as campanhas publicitárias relacionadas ao torneio. Ao mesmo tempo, cresce a atenção em torno dos limites jurídicos para utilização de expressões, símbolos e elementos associados ao evento. A FIFA tradicionalmente adota uma postura rigorosa na proteção de seus ativos de propriedade intelectual, o que faz com que esse período seja marcado por disputas e notificações envolvendo uso indevido de marcas.

Embora seja comum que empresas tentem aproveitar o interesse do público em grandes eventos esportivos, nem toda associação é permitida. Marcas registradas, logotipos oficiais, mascotes, troféus e determinadas expressões ligadas à competição contam com proteção específica. A utilização desses elementos sem autorização pode gerar questionamentos por parte dos titulares dos direitos, especialmente quando houver intenção de criar uma associação comercial com o evento.

Nesse contexto, ganha relevância o chamado marketing de emboscada, prática em que empresas buscam se beneficiar da visibilidade de um evento sem integrar oficialmente seu programa de patrocínio. Dependendo da forma como essa associação é construída, a estratégia pode resultar em conflitos envolvendo concorrência desleal, uso indevido de marca e aproveitamento parasitário da reputação do torneio.

Para empresas, agências e patrocinadores, o desafio consiste em encontrar formas legítimas de dialogar com o interesse do público sem ultrapassar os limites da propriedade intelectual. A preparação antecipada das campanhas e a análise jurídica das ações promocionais tornam-se especialmente relevantes em períodos de grande exposição midiática, como o que antecede uma Copa do Mundo.

VOCÊ TAMBÉM PODE SE INTERESSAR POR ESTAS PUBLICAÇÕES

Golpes via Pix e a responsabilidade das instituições financeiras

O crescimento das transações digitais no Brasil trouxe ganhos evidentes de eficiência e praticidade para consumidores e empresas. Entre os instrumentos que mais transformaram...

Biografias e documentários precisam de autorização?

O crescimento das produções audiovisuais baseadas em histórias reais tem ampliado o debate sobre os limites jurídicos da utilização da vida e da imagem...

STF suspende julgamento sobre imunidade de ITBI na integralização de imóveis (Tema 1.348)

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento do Recurso Extraordinário n.º 1.495.108, de repercussão geral (Tema 1.348), que discute a aplicação da imunidade...