Após um período de retração, o mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) inicia 2026 com sinais concretos de retomada, impulsionado por fatores econômicos e pelo reposicionamento estratégico de empresas e investidores.
Instituições financeiras que atuam diretamente no assessoramento de operações societárias têm sinalizado um ambiente mais favorável. O banco de investimento BR Partners, por exemplo, ao divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2025, indicou a expectativa de aumento da atividade de M&A no primeiro semestre de 2026, associando esse movimento à valorização do mercado de capitais e à retomada do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil, conforme informações divulgadas pela imprensa econômica especializada.
Essa percepção encontra respaldo em estudos recentes de consultorias internacionais. Pesquisa conduzida pela KPMG, com executivos da América do Sul, apontou que 57% dos entrevistados pretendem ampliar suas atividades de fusões e aquisições ao longo de 2026, mesmo diante de um cenário ainda marcado por cautela macroeconômica. O levantamento destaca a busca por crescimento inorgânico, reorganizações societárias e ganhos de eficiência como vetores centrais dessas operações.
Especialistas do mercado também têm observado que a retomada das transações tende a vir acompanhada de maior rigor jurídico e técnico, com due diligence mais aprofundada e atenção reforçada à governança corporativa, à estrutura societária e à alocação de riscos contratuais. Esse movimento reflete uma mudança qualitativa nas operações, com impacto direto sobre a forma de estruturação e negociação de negócios societários.
O cenário reforça a importância de um acompanhamento jurídico consultivo/estratégico nas operações de M&A, especialmente diante do aumento da complexidade regulatória e das exigências de investidores por maior previsibilidade e segurança nas transações.